O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu manter Sidônio Palmeira à frente da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), mas afastá-lo da coordenação direta de sua campanha à reeleição. A mudança ocorre após meses de divergências internas envolvendo a equipe responsável pela comunicação do governo.
Sidônio continuará no Palácio do Planalto e deverá seguir contribuindo com opiniões sobre a estratégia eleitoral. O comando da campanha ficará sob responsabilidade de Raul Rabelo, sócio do ministro. Segundo aliados, Lula quer evitar uma estrutura com decisões compartilhadas e pretende estabelecer funções mais claras entre os integrantes da equipe.
A reorganização acontece em meio a disputas entre diferentes grupos da comunicação presidencial. De um lado, estão profissionais ligados a Sidônio, como Raul Rabelo e Chico Kertész. Do outro, nomes que acompanham Lula há mais tempo, como a jornalista Nicole Briones e o fotógrafo Ricardo Stuckert.
O ministro também acumulou divergências com o presidente nos últimos meses. Em abril, Lula questionou a estratégia de comunicação digital do governo após receber um relatório sobre as redes sociais, cobrando maior presença de sua imagem. Sidônio argumentou que a legislação estabelece limites para a promoção pessoal de autoridades.
A saída de Sidônio do núcleo central da campanha ocorre ainda após o afastamento de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que participava da coordenação eleitoral. A estratégia de Lula para 2026 deverá explorar a comparação entre seus governos e os de Jair Bolsonaro, além de temas como soberania nacional e a relação do Brasil com os Estados Unidos.
