Uma plataforma da Coca-Cola para personalizar latas nos Estados Unidos virou alvo de críticas nas redes sociais após usuários perceberem que algumas frases de conteúdo cristão eram bloqueadas pelo sistema, enquanto outras expressões de caráter religioso permaneciam disponíveis.
O caso ganhou repercussão depois que testes realizados pelo Pleno.News apontaram que frases como “Jesus is good” (Jesus é bom), “Jesus is the Lord” (Jesus é o Senhor) e “Jesus is King” (Jesus é Rei) não eram aceitas pela ferramenta. Ao tentar inserir as expressões, o sistema informava que determinados nomes ou frases poderiam ser recusados por terem natureza religiosa, política ou por outros critérios da plataforma.
A controvérsia aumentou quando outros testes mostraram que expressões consideradas ofensivas ao cristianismo, como “God is Dead” (Deus está morto), “Satan is good” (Satanás é bom), “The Devil is king” (O Diabo é rei) e “Jesus is evil” (Jesus é mal), eram aceitas pelo sistema. Frases relacionadas a outras tradições religiosas também teriam passado pela ferramenta sem bloqueio.
Um detalhe chamou a atenção: a restrição identificada nos testes não funcionava da mesma maneira quando as frases eram digitadas em português. Expressões como “Jesus é bom” e “Jesus é o Senhor”, por exemplo, não eram bloqueadas.
A plataforma, disponível apenas para consumidores dos Estados Unidos, acabou sendo retirada do ar após a repercussão do caso. Atualmente, quem acessa o serviço encontra uma mensagem informando que a personalização das latas está esgotada.
A situação provocou questionamentos nas redes sociais sobre os critérios utilizados pela Coca-Cola para moderar os nomes e frases inseridos pelos consumidores. A repercussão fez com que uma ferramenta criada para personalizar latas se transformasse em mais uma discussão sobre os limites e critérios empregados por plataformas comerciais na análise de conteúdo religioso.
