A movimentação política em Goiana ganhou novos contornos após o prefeito Eduardo Honório (UB) enfrentar um revés no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a inelegibilidade mantida em Brasília e a manifestação contrária do Ministério Público Federal ao recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), Honório decidiu intensificar esforços para garantir o controle da Prefeitura. Nesse contexto, lançou a vereadora eleita Paula Brito (PP) como candidata à presidência da Câmara Municipal de Goiana, em uma eleição marcada para 1º de janeiro de 2025.
A escolha ganha ainda mais relevância, pois o presidente da Câmara, a partir dessa data, assumirá interinamente o comando do Executivo municipal até que a Justiça Eleitoral convoque novas eleições para prefeito e vice-prefeito.
Segundo informações obtidas pelo Radar, Honório havia sinalizado anteriormente apoio à reeleição do atual presidente da Câmara, Eduardo Batista. No entanto, diante da nova conjuntura política, o prefeito teria recuado e convidado Batista para compor chapa com Paula Brito como vice-presidente. A proposta, no entanto, foi prontamente rejeitada por Batista.
Apurações junto a parlamentares goianenses indicam que Batista conta com o apoio de 12 dos 17 vereadores, número que supera os 9 votos necessários para assegurar sua recondução ao cargo. Em contrapartida, Paula Brito teria reunido apenas 5 votos até o momento.
Para um vereador que prefere o anonimato, Honório não honrou o combinado com Batista. “Ele (Honório) empenhou a palavra para Eduardo Batista, apertou a mão dele e disse que estava fechado com ele para a presidência. Agora, volta atrás e ta desesperado pra eleger Paula para continuar mandando na Prefeitura e agora também na Câmara”, pontuou.
A disputa pela presidência da Câmara reflete não apenas o embate entre as lideranças políticas locais, mas também a luta pela manutenção de influência sobre os rumos da administração municipal em um período de incertezas jurídicas e institucionais em Goiana.
