O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom em relação ao Irã nesta terça-feira (5), ao afirmar que espera uma postura mais “inteligente” de Teerã nas negociações e reforçar que não deseja uma escalada militar que resulte em mortes.
Durante conversa com jornalistas no Salão Oval, Trump declarou que a prioridade de Washington é evitar um conflito direto, apesar das recentes tensões envolvendo ataques com mísseis e drones atribuídos ao Irã contra forças americanas e dos Emirados Árabes Unidos. Segundo ele, ainda há espaço para um entendimento, mas a responsabilidade recai sobre os iranianos.
Sem detalhar quais ações poderiam ser consideradas uma violação formal da trégua anunciada em 8 de abril, o presidente optou por manter o tom enigmático. “Eles sabem o que fazer e, principalmente, o que não fazer”, afirmou, sugerindo que qualquer passo em falso poderá ter consequências.
Trump também acusou o governo iraniano de agir de forma contraditória nas negociações, dizendo que, enquanto mantém um discurso respeitoso em conversas privadas, adota outra postura publicamente. Para o republicano, essa estratégia indica que Teerã estaria “brincando” com a possibilidade de um acordo.
Apesar das críticas, o presidente americano insistiu que acredita em um desfecho negociado e destacou que um eventual pacto deve impedir o avanço do programa nuclear iraniano. Em tom mais duro, afirmou ainda que o Irã estaria em posição fragilizada militarmente, o que, na visão dele, aumentaria a pressão por um acordo.
As declarações ocorrem em meio a um cenário de instabilidade crescente na região, com a comunidade internacional acompanhando de perto os desdobramentos e temendo que novos episódios possam comprometer a já delicada trégua.
