O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o líder da Igreja Católica ao afirmar que o papa Leão XIV estaria colocando fiéis em risco ao, segundo ele, adotar uma postura permissiva em relação ao programa nuclear do Irã.
A declaração foi dada na segunda-feira (4), durante entrevista ao programa do comentarista Hugh Hewitt. Na conversa, que inicialmente tratava da viagem de Trump à China, o tema mudou quando Hewitt mencionou o caso do empresário Jimmy Lai, detido desde 2022 sob acusações ligadas à segurança nacional chinesa.
Ao comentar o assunto, Trump criticou o papa por, segundo ele, não dar a devida atenção ao caso e, em vez disso, defender uma posição que consideraria aceitável que o Irã desenvolva armas nucleares. Para o presidente americano, essa postura representa uma ameaça não apenas aos católicos, mas à comunidade internacional.
As falas intensificam uma sequência de críticas públicas feitas por Trump ao pontífice nas últimas semanas. O presidente já havia classificado o papa como “fraco” e afirmado não ser seu admirador. Em resposta a declarações anteriores, Leão XIV ressaltou que a missão da Igreja Católica é promover a paz e afirmou não temer pressões políticas.
Em meio ao clima de tensão, o governo americano tenta abrir uma frente diplomática. O secretário de Estado, Marco Rubio, deve viajar à Itália nos próximos dias, onde se reunirá com representantes da Santa Sé na Cidade do Vaticano. Segundo o Departamento de Estado, o encontro terá como foco a situação no Oriente Médio e interesses comuns no Hemisfério Ocidental.
O episódio expõe um novo ponto de atrito entre Washington e o Vaticano, em um momento em que questões geopolíticas e religiosas se cruzam em um cenário internacional cada vez mais delicado.
