A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (11), o projeto de lei que restringe o uso de celulares em escolas públicas e privadas do Brasil. O deputado federal Pedro Campos (PSB) manifestou apoio ao texto, que permite o porte do aparelho pelos estudantes do ensino básico, mas condiciona o uso a casos excepcionais ou fins específicos, como pedagógicos, de acessibilidade, inclusão e atendimento de condições de saúde.
Pedro Campos destacou os impactos negativos do uso desordenado de celulares nas salas de aula, considerando a medida uma forma de melhorar o aprendizado e promover hábitos mais saudáveis. “Essa medida de discutir uma lei, de limitar o uso de celulares nas escolas, é muito positiva. Diante da crise de uso de equipamentos, não só por crianças, e do quanto esse uso abusivo e compulsivo tem atrapalhado as salas de aula”, afirmou.
O deputado ressaltou o aumento no tempo de uso de telas no cotidiano da população brasileira, citando uma pesquisa publicada pelo Jornal da Universidade de São Paulo (USP). Segundo o estudo, os brasileiros passam, em média, 56% do tempo acordados em frente a telas. Para ele, a proposta contribuirá para o aprendizado de disciplinas como História, Geografia e Matemática, além de incentivar as crianças a vivenciarem momentos offline, longe da ansiedade provocada por redes sociais.
Durante a sessão, Pedro Campos elogiou o autor do projeto, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), e o relator, deputado federal e secretário de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha (PSD-RJ), pela abordagem da temática. Para ele, o texto é um passo importante na promoção de interações mais humanas e saudáveis nas escolas.
“Que a gente possa garantir uma infância que seja offline, que seja olho no olho, jogando bola, ralando o joelho, brincando de bola de gude. Que a gente possa ter essa brincadeira dentro da escola. Acho que talvez esse seja o maior aprendizado que a gente vai ter limitando o uso de celulares nas escolas”, concluiu.
Com a aprovação na CCJC, o projeto de lei segue agora para análise no Senado Federal, exceto se houver recurso para votação no plenário principal da Câmara.
Foto: Bruno Spada
Com informações do Blog Cenário
