A partir deste domingo, 16, a eleição entra oficialmente em campo. E Mendonça Filho chega à largada com uma lembrança que pesa: em 2018, disputou o Senado e terminou com cerca de 1,3 milhão de votos, teve uma votação expressiva, mas ficou de fora por pouco. Agora, oito anos depois, volta à disputa disposto a não bater novamente na trave.
O candidato do PL não parte do zero. Ex-governador, ex-ministro da Educação e deputado federal, Mendonça conhece os caminhos de uma eleição majoritária e mantém um nome reconhecido em Pernambuco. Historicamente identificado com a direita e a centro-direita pernambucana, agora busca ampliar sua candidatura para além do eleitorado bolsonarista, dialogando também com o centro e com setores mais moderados do estado.
Nas últimas semanas, seu projeto ganhou musculatura com o apoio declarado de deputados, prefeitos, vereadores e outras lideranças espalhadas pelo estado. Partidos e grupos políticos também passaram a se posicionar em favor de sua candidatura, formando uma rede que pode ser decisiva numa eleição em que duas vagas estarão em disputa.
Outro fator importante é a posição de Mendonça em relação à disputa pelo Governo de Pernambuco. Embora não esteja na chapa majoritária de Raquel Lyra, o candidato do PL apoia a reeleição da governadora. Isso lhe permite construir uma candidatura própria ao Senado sem romper com o palanque de Raquel, podendo dialogar com eleitores de direita, centro-direita e setores independentes que também apoiam a gestora.
A partir de agora, porém, começa a parte mais difícil. Apoio político ajuda, mas não substitui voto. Mendonça já conhece a sensação de chegar perto. Desta vez, sabe que não pode deixar a oportunidade escapar. Com apoios espalhados pelo estado e espaço para dialogar com diferentes setores do eleitorado, Mendonça terá pela frente a oportunidade de transformar a experiência de 2018 em algo maior. Se conseguir converter essa força política em votos, o quase pode finalmente virar vitória.
A CAMPANHA COMEÇOU
A partir deste domingo, 16, os candidatos estão oficialmente autorizados a pedir votos. Depois de meses de articulações, pré-campanhas e montagem de alianças, começa agora a fase decisiva da disputa. Pernambuco entra oficialmente no clima eleitoral, com candidatos percorrendo o estado em busca de votos e tentando transformar apoios em força nas urnas.
DISPUTA
João e Raquel entram de vez no duelo pelo Governo de Pernambuco. Com a disputa eleitoral oficialmente nas ruas, os dois grupos aceleram as articulações em busca de alianças e votos. Nos bastidores, o clima já começa a esquentar, e a corrida promete ser uma das mais disputadas do país.
CONDADO SOB INVESTIGAÇÃO
Uma operação da Polícia Civil investiga suspeitas de desvio de recursos da saúde em Condado. Segundo a investigação, a Prefeitura teria repassado R$ 10,64 milhões ao Instituto Reviver Brasil, entidade que está no centro das apurações. A Justiça autorizou buscas contra oito investigados.
DISPUTA DENTRO DE CASA
Goiana terá uma disputa particular na corrida pela Alepe. Betinho Gadelha e Eduardo Batista são candidatos a deputado estadual pelo Avante, o mesmo partido, e terão de dividir o eleitorado dentro do próprio município. Com trajetórias diferentes, os dois em uma disputa interna para saber quem sairá das urnas com mais votos.
BASTIDORES
As declarações de bens dos candidatos de Goiana ferveram na última semana nos bastidores. As diferenças nos valores declarados à Justiça com o que se sabe nas coxias viraram munição entre os grupos políticos. E a pergunta que circula é: quem vai explicar melhor os próprios números até outubro?
PSOL MANTÉM IVAN
João Campos sofreu uma derrota na tentativa de retirar Ivan Moraes da disputa pelo Governo de PE. O PSOL manteve a candidatura do jornalista, contrariando as articulações do PSB. Com isso, João terá mais um adversário no campo da esquerda
