O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino que haviam afastado e, posteriormente, restabelecido Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Além de interromper os efeitos das decisões anteriores, Fachin também suspendeu o andamento da ação relatada por Mendonça que trata do caso. Com a medida, Rodrigues permanece à frente da PF até uma nova definição do Supremo.
A decisão foi publicada nesta quarta-feira (9) e será levada ao plenário do STF no próximo dia 15 de setembro, às 10h. Caberá aos demais ministros analisar a decisão e definir os próximos passos sobre a disputa envolvendo o comando da Polícia Federal.
No despacho, Fachin afirmou que os conflitos entre as decisões e o que classificou como “sobreposições processuais” representam uma “grave lesão à ordem pública e à integridade do Supremo”.
O presidente da Corte também ressaltou que cabe à Presidência preservar a unidade e o funcionamento adequado do tribunal. Segundo Fachin, os elementos já apresentados indicam que os fatos precisam ser esclarecidos, reforçando a necessidade de uma análise cuidadosa antes de qualquer nova mudança no comando da PF.



