Douglas Stewart Carter, de 71 anos, deixou uma prisão em Utah, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (28), depois de passar mais de quatro décadas no corredor da morte. A libertação ocorreu após um novo exame de DNA apontar que o material genético encontrado na cena do crime não correspondia ao dele.
Carter estava preso desde 1985, quando foi condenado pelo assassinato de Eva Olesen, tia do então chefe de polícia de Provo, em Utah. A vítima foi baleada e esfaqueada dentro de casa. O homem chegou a ser condenado à morte novamente após um segundo julgamento, em 1992.
A nova análise, recebida pela Justiça em 22 de setembro, excluiu Carter como possível fonte do sangue encontrado em uma maçaneta e do material genético identificado no cabo da faca utilizada no assassinato.
A defesa de Carter sustenta que ele sempre negou o crime e que a confissão apresentada no processo foi obtida sob coerção policial. O caso também foi marcado por questionamentos sobre depoimentos de testemunhas. Em 2011, duas testemunhas afirmaram que haviam sido orientadas a mentir no tribunal e que receberam pagamentos e benefícios de investigadores.
No ano passado, a Suprema Corte de Utah determinou a realização de um novo julgamento, citando problemas relacionados à atuação dos investigadores. Agora, Carter foi colocado em liberdade sob fiança enquanto aguarda os próximos passos do processo e deverá utilizar uma tornozeleira eletrônica com GPS.
Ao deixar a prisão, Carter estava acompanhado do filho, Tyler, e de seu advogado. Apesar do resultado do exame de DNA, o processo ainda não foi encerrado e um novo julgamento poderá ocorrer.
A defesa trabalha para tentar arquivar definitivamente a acusação de homicídio qualificado que ainda pesa contra Carter.




