Em meio às comemorações pelas três décadas de uso da urna eletrônica no país, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou ao público o novo mascote das Eleições 2026: a personagem Pilili. Inspirada no equipamento que revolucionou o sistema eleitoral brasileiro, a figura chega com a missão de aproximar ainda mais a população do processo democrático.
O lançamento ocorreu durante um evento institucional que relembrou a trajetória da urna eletrônica desde sua implementação. A personagem chama atenção por um detalhe marcante: ao acionar a tecla verde de “confirma”, iluminada em destaque, ela emite o som “Pilili”, que acabou batizando o mascote e reforçando sua identidade lúdica e acessível.
Presente na cerimônia, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, destacou a importância histórica da urna eletrônica para a consolidação da democracia no Brasil. Em sua fala, ressaltou que o sistema eliminou práticas fraudulentas que comprometiam a legitimidade das eleições no passado, garantindo que o resultado das urnas reflita fielmente a vontade do eleitor.
A proposta do novo mascote vai além do simbolismo. De acordo com o tribunal, Pilili deve percorrer diferentes regiões do país em ações presenciais e campanhas educativas, com o objetivo de incentivar a participação popular nas eleições. A personagem também será protagonista de conteúdos informativos, tanto em materiais impressos quanto nas redes sociais, ajudando a traduzir temas eleitorais de forma simples e atrativa.
Outro aspecto que chama atenção é a escolha por um personagem sem gênero definido, uma decisão que, segundo o TSE, busca representar neutralidade e evitar estereótipos. Descrita como sociável, acessível e defensora da democracia, Pilili foi concebida para dialogar com públicos diversos e reforçar a importância do voto consciente.
O conceito do mascote começou a ser desenvolvido em 2023, a partir de uma iniciativa da área de comunicação digital do tribunal. Agora, às vésperas de mais um ciclo eleitoral, Pilili surge como uma aposta estratégica para fortalecer o vínculo entre o eleitor e o sistema que garante sua voz nas urnas.
