O deputado federal Eduardo da Fonte intensificou a defesa do Polo de Confecções do Agreste pernambucano ao encaminhar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um ofício solicitando a redução de impostos sobre a matéria-prima utilizada pela indústria têxtil do estado. A iniciativa, apresentada em conjunto com o deputado federal Lula da Fonte, busca garantir mais competitividade para o setor diante do crescimento da concorrência com produtos importados, especialmente os chineses.
A movimentação política acontece em um momento de preocupação crescente entre empresários, comerciantes e confeccionistas do Agreste, após mudanças relacionadas à chamada “taxa das blusinhas”. Para Eduardo da Fonte, é necessário que o governo federal adote medidas que fortaleçam quem produz no Brasil e movimenta a economia pernambucana.
No documento enviado ao Palácio do Planalto, o parlamentar destaca a relevância econômica do Polo de Confecções, considerado um dos maiores centros de produção têxtil do país. Cidades como Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru concentram milhares de pequenas e médias empresas responsáveis por mais de 240 mil empregos diretos e indiretos e uma movimentação econômica superior a R$ 15 bilhões por ano.
Eduardo da Fonte defendeu que a redução da carga tributária sobre os insumos da cadeia produtiva é essencial para diminuir custos, preservar postos de trabalho e garantir equilíbrio na concorrência com os produtos estrangeiros. Segundo ele, proteger o Polo de Confecções significa defender milhares de famílias que dependem diretamente da atividade para sobreviver.
O deputado também alertou para os impactos que o aumento das vantagens concedidas aos produtos importados pode causar na economia do Agreste. De acordo com ele, sem incentivos à indústria nacional, pequenos confeccionistas e comerciantes pernambucanos podem perder espaço no mercado, comprometendo uma das atividades econômicas mais importantes do estado.
Com a proposta, Eduardo da Fonte reforça sua atuação em defesa do setor produtivo pernambucano e amplia a pressão junto ao governo federal para que medidas emergenciais sejam adotadas em favor da indústria de confecções do estado.
