Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal levou à deflagração da Operação Rede Interrompida, criada para impedir um suposto plano de ataques contra autoridades e prédios públicos em Brasília. Entre os locais monitorados pelo grupo estavam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e ministérios, além de um local previsto para receber debates do segundo turno das eleições de 2026.
As articulações aconteciam pelo Telegram e envolviam homens de diferentes estados que, segundo a investigação, nunca haviam se encontrado pessoalmente. O grupo mantinha uma comunidade aberta com mais de 600 integrantes e selecionava os participantes considerados mais radicais para um núcleo fechado, formado por 46 pessoas.
De acordo com as autoridades, os integrantes compartilhavam conteúdo de ideologia neonazista, instruções para fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, além de informações sobre possíveis alvos. Também foram identificados materiais que indicavam o planejamento de invasões, incluindo plantas e modelos tridimensionais do Palácio do Planalto.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os investigados têm entre 19 e 31 anos. As conversas que deram origem à apuração foram monitoradas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que as ações investigadas envolviam planejamento de possíveis atentados. Para os investigadores, a operação teve como objetivo interromper os planos antes que eles pudessem ser colocados em prática.
